quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Clube de Autores - Livros sob demanda

Imaginava-se que a popularização dos computadores diminuiria a quantidade de papel para certos usos. Achava-se que, com o tempo, o papel ficaria obsoleto mas na verdade dados mostram que sua utilização aumentou substancialmente desde o inicio da era do computador.

Apesar dos documentos digitais, e-mail, e outras ferramentas que a internet oferece, a impressão de documentos ainda é muito comum.

Era comum pensar, com essa mesma linha de raciocínio, que os livros da forma como conhecemos também ficariam obsoletos.

As tecnologias que tentam substituir os livros, como os ebooks e outros eletrônicos portáteis, ainda não convenceram as pessoas, ser uma alternativa ao uso do livro de papel. O livro ainda é um meio de leitura muito usado e possivelmente será por muito tempo.

No entanto, a internet permite inovar a maneira como este produto pode ser fabricado e principalmente na forma como os negócios são realizados.

Escrever um livro do ponto de vista de um escritor é um processo que demanda muitas qualificações, qualidades e talento, mas é o processo de negócios em si que pode ou não tornar uma obra disponível ao publico.

Há prós e contras no que se refere ao processo de publicação de livros como são feitos atualmente.

Com relação as editoras tradicionais, uma vantagem é que o escritor, uma vez sendo aceito, não precisa se preocupar com detalhes de editoração gráfica, revisão, distribuição ou como o livro será comercializado. A editora tomará todos os cuidados para que ele seja impresso e publicado.

Mas entre escrever um livro e te-lo publicado, muita coisa pode acontecer.

A primeira barreia é a própria editora. Na verdade são elas que decidem quais obras serão publicadas. Outra questão é a tiragem inicial, ou seja, uma quantidade mínima de livros que devem ser impressos pode elevar os custos para o escritor. Geralmente as editoras definem o percentual de lucro do autor. E, além disso, o escritor pode ficar preso a contratos de exclusividade com a editora por um bom tempo, mesmo que isso não lhe seja interessante.

O Clube de Autores é um site que muda totalmente esse paradigma. Ele oferece ao escritor um meio simples de publicar um livro. É possível solicitar a impressão, por exemplo, de uma única cópia. O autor define o preço do livro com base nos custos de produção informados no site e no lucro que deseja ter por unidade vendida.

Para isso, basta enviar o livro através do site e preencher os dados necessários. Não há nenhum custo nesse processo. O cadastro do escritor no site, assim como o cadastro dos livros na loja virtual são totalmente gratuitos.

O mais interessante nesse processo, é que a impressão do livro é feita sob demanda. Uma vez enviado o livro, este fica na base de dados do site - na loja virtual - e leitores interessados podem comprá-lo. Cada pedido realizado é enviado para a gráfica onde livro é impresso e enviado, então, para o cliente. Não há excedente de produção e, portanto, não há desperdício de recursos naturais.

O escritor pode acompanhar pelo site o andamento das vendas, assim com a popularidade da sua obra.

O Clube de Autores não detém direitos de produção, ele apenas facilita o processo de impressão e venda do livro, dando ao escritor total liberdade de alterar a condições de venda ou até mesmo retirar o livro do site.

No entanto, a edição gráfica, revisão e outros detalhes ficam sob total responsabilidade do escritor que deve enviar o livro em arquivo digital pronto para ser impresso.

Assim, qualquer pessoa pode escrever e publicar um livro. O que é uma abertura de portas para muitas oportunidades de sucesso e também de fracasso. Mas a liberdade de realizar algo e poder torna-lo público, é garantida aqui.

Fica uma pergunta no ar: Se não há editoras intermediando esse processo - quem garante a qualidade da obra?

Bem, nesse caso vale lembrar, que nem toda obra publicada usando os meios tradicionais são dignas de se serem consideradas obras de qualidade.

Então, se não há garantias em processos de negócios tão consolidados, também não há de se garantir que haverá em um novo. Entretanto, existe sim um de teste de qualidade, que é a avaliação dos leitores. Bons livros serão bem avaliados e naturalmente terão mais popularidade. Não muito diferente de outras mídias como músicas e filmes, o boca a boca pode fazer uma grande diferença no sucesso ou fracasso da obra.

Trata-se de uma nova maneira de produção literária. Se será ou não bem aceita - o tempo dirá.

Mais informações:
Site oficial: http://z.pe/Btb



Creative Commons License

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Ubuntu 9.10 em contagem regressiva

O Ubuntu entra em contagem regressiva para sua versão 9.10 - conhecida como Karmic Koala.
Dentre as várias novidades desta versão, podemos esperar um carregamento mais rápido do sistema. O Adicionar/Remover no menu aplicações substituído por um novo gerenciador de aplicações, o "Ubuntu Software Center".


Ubuntu: For Desktops, Servers, Netbooks and in the cloud

Será usada a versão 2.28 do ambiente gráfico Gnome. O mensageiro instantâneo Pidgin será substituído pelo Empathy como mensageiro padrão. Maior integração com aplicações nas "nuvens" ("clouding computing"). Os usuários poderão realizar sincronização e compartilhamento de arquivos através do Ubuntu  One.
O sistema de arquivos ext4 será usado por padrão na instalação do sistema.

A versão beta já esta disponível para baixar. Mas se você preferir pode aguardar a versão final que será liberada no final deste mês.

Fonte: http://www.ubuntu.com/testing/karmic/beta
Site oficial: http://www.ubuntu.com/

sábado, 5 de setembro de 2009

Vídeo: Did you know 3.0? - Você Sabia?

Alguns dados estatísticos curiosos sobre tecnologia e o mundo.

sábado, 29 de agosto de 2009

Dica: Viagem no tempo pela internet

Ferramentas de buscas são predominantemente sistemas que pesquisam o que há de mais relevante e mais atual a respeito de qualquer que seja o assunto pesquisado. É natural que seja assim.

Algumas vezes, no entanto, encontrar os conteúdos e sites mais recentes não é o objetivo.

Como eram as páginas do site da Apple 7 anos atrás? E da Microsoft, 8 anos atrás?

O que se encontraria nas páginas web, jornais e revistas a respeito de Linux? Ou sobre aquecimento global? Em 2002.

Bom, neste caso as ferramentas de buscas convencionais não ajudarão muito.

Uma dica para quem procura por esse tipo serviço é usar duas ferramentas.

Uma deles é o serviço The Wayback Machine. Ele tem como proposta mostrar como uma determinada página era em dado ano. Digite o endereço da microsoft, por exemplo, e ele mostrará em uma tabela organizada cronologicamente, um link que redireciona para a página da microsoft daquele ano.

É possível encontrar as primeiras páginas do linux.org em 1997.

Muitos web designers tem curiosidade sobre como eram os sites das grandes corporações no passado. Com este serviço, é possível que você encontre.

Segundo o site, o serviço possui arquivado mais 150 bilhões de páginas desde 1996 até o dias atuais.

A ferramenta é simples de usar. Vá até http://u.nu/8bwh, digite o endereço do site que deseja buscar e pressione "Take me back". Há também opções de pesquisa avançada, onde é possível configurar os filtros de pesquisa do modo como desejar.

Um outro serviço, com uma proposta um pouco diferente, é da própria Google.
A ferramenta oferece um serviço de pesquisas com foco em um determinado assunto ou palavra chave, tal qual o serviço de buscas convencional. Mas trás como resultado da pesquisa, todas as medias, revistas, blogs, jornais entre outros, em que o assunto era tratado, cronologicamente

É possível por exemplo saber quais eram as informações disponíveis em 1999 sobre aquecimento globlal.

O serviço é chamado Google News Time Line, ainda em fase de desenvolvimento.

Para experimenta-lo acesse http://u.nu/3tj, escolha um assunto e media que deseja pesquisar.
O resultado da pesquisa é retornado como um linha do tempo. A ordem cronológica pode ser configurada em dias, semanas, meses anos ou décadas.

Volte no tempo e veja como a internet evoluiu – Bem, talvez não.

Ligações:
The Wayback Machine - http://u.nu/8bwh
Google News Time Line - http://u.nu/3tj

sábado, 22 de agosto de 2009

A volta do guardanapo

Diante de tantos modelos de organização e gerenciamento de projetos e linguagens de modelamento - PMBOK, organogramas, eventogramas, mapas mentais, UML - além softwares para todos os tipos de análises seja no processo de negócios ou modelagem de produtos, por vezes só o que precisamos para propor uma idéia ou ilustrar um problema, é uma caneta e um guardanapo.

Eis um livro bem interessante - The back of the napkin, de Dan Roam - que pode ser traduzido como "A volta do guardanapo". Dan Roam mostra em seu livro que o processo criativo, a solução de problemas e a proposta de novas idéias podem usar como ferramentas figuras simples, como linhas, círculos, quadrados, bonecos palitos, etc.

Então, aquela visão de antigos projetistas, ilustrando com figuras, várias etapas de um processo em um quadro negro, ou de uma pessoa sentada à mesa de um Café e rapidamente anotado uma idéia que teve em um papel (um guardanapo) para não esquecer, é resgatada neste livro.

Com elementos simples como esses e alguns passos que devem ser seguidos para a elaboração e apresentação da sua idéia ou proposta de negócio, é possível obter ótimos resultados no se propõem esta ferramenta.

Figura extraída do blog oficial do livro

No site oficial do livro, o autor mostra em alguns vídeos, que são ilustrados dessa maneira, como usar as figuras no processo criativo. No primeiro vídeo ele mostra que é possivel resolver problemas usando figuras. No segundo, o vídeo mostra que devem ser considerados quatro passos no processo do pensamento visual. No terceiro, que deve ser considerado cinco questões na apresentação de uma idéia. Em no quarto vídeo, ele mostra as etapas mais importantes para organizar de maneira adequada a sua idéia e apresenta-la com sucesso.

Vale a pena uma visita.

Site oficial: http://u.nu/3qcz | Blog: http://u.nu/5rjz

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Vídeo: A hitória da Wikipedia

Sim, colaboração funciona!
A Wikipedia - maior enciclopédia colaborativa da internet, gratuita e disponível em várias línguas - é prova disso.
Os vídeos abaixo contam um pouco dessa história:

Parte 1:




Parte 2:




domingo, 16 de agosto de 2009

Dica: Encurtadores de url

Faça um link deste tamanho:

ficar deste tamanho: http://tinyurl.com/mb-wcg

Bem menor, não acha?
Esse tipo de serviço é chamado encurtador de url. Através de um link menor, que você pode definir, eles o redirecionam para o endereço original.

O site tinyurl é um encurtador de url. Para você utilizar o serviço, é simples:

Vá até o site http://tinyurl.com
  • No campo "Enter a long URL to make tiny:", insira o link que deseja encurtar.
  • Você pode pressionar o botão "Make TinyURL", e ele irá gerar um link automáticamente para você.
  • Se preferir, antes de pressionar o botão, você pode definir seu link com um nome personalizado no campo "Custom alias (optional):"
  • O link gerado, no caso do tinyurl será da forma: "http://tinyurl.com/novo_nome_aqui"

Para nomes personalizados, em alguns casos, talvez você não consiga utiliza-lo, pois o nome já pode ter sido ocupado por outra pessoa.

O campo abaixo, pode ser utilizado para você encurtar um link.



Enter a long URL to make tiny:



Existem vários outros encutadores de url. Escolha um que seja melhor para você. Alguns exemplos de encurtadores de url:
  • http://bit.ly/
  • http://u.nu/
  • http://www.sitemeu.net/
  • http://encurtei.com/
  • http://migre.me/

Os três útimos são serviços brasileiros. Todos eles funcionam tal como o tinyurl. Alguns, possuem extensões para o navegador que permitem serem utilizados diretamente da barra de ferramentas. Ou, podem ser adicionados ao seu site ou blog, como visto acima.


sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Opera - Um navegador de respeito

"Speed Dial" - Navegador web Opera 10.00 beta

Popularidade pode ser sim, sinônimo de qualidade. Mas o contrário não é necessariamente verdade.

Já ouvi muitas críticas - boas e ruins - a respeito do Opera. É comum encontrar comentários do tipo "O melhor navegador que ninguém usa", ou "... um excelente navegador que ninguém conhece", etc...

Parece ser lugar comum, as pessoas vêem o Opera como um navegador fracassado por causa de sua falta de popularidade. Realmente, alguns dados mostram que o uso do opera como navegador web padrão em computadores pessoais mal ultrapassa 1% do mercado.

No entanto, olhando um pouco mais de perto, sem o costumeiro preconceito e o medo da mudança - deixando de lado a falta de popularidade causada por uma aparente falta competência em atrair usuários para o produto - é possível encontrar conceitos de usabilidade, desempenho e funcionalidades muito bem definidos no foco de desenvolvimento deste web browser.

Primeiramente, o Opera não é somente um navegador web para desktop. A Opera software conta com vários produtos para dispositivos móveis e celulares. A empresa foi uma das primeiras a desenvolver tecnologias que otimizam a navegação web em celulares comprimindo os dados antes de enviar as páginas solicitadas ao celular, diminuindo assim o tempo de transmissão e a quantidade de dados transmitidos. Nesta linha de produtos estão o Opera mobile e o Opera mini, que também se destacam por usar recursos que facilitam a navegação nos pequenos espaços das telas deste dispositivos.

Se por um lado o uso do navegador Opera em computadores pessoais é mínimo, por outro o uso do Opera para acesso a internet em dispositivos móveis e celulares é bastante considerável e bem mais popular.

Celular como o Motorola A1200 é um exemplo de dispositivo que usa o navegador Opera instalado por padrão.

Umas das desvantagens para o povo "tupiniquim" é que o site da empresa não possui uma versão em português. De fato, o site está disponível em Inglês, Chinês, Japonês, e Francês.

No entanto, você pode encontrar dicas (em bom português) e outras informações em um blog dedicado especialmente para isso: http://my.opera.com/operabrasil/blog/

Tecnicamente, o "Opera browser" chama atenção por ser um dos poucos navegadores a atingir a marca de 100% no teste do Acid3. O Acid3 é um conjunto de testes que verificam a compatibilidade de um navegador web com os padrões web definidos pela W3C. Em uma rápida comparação, um teste usando o Acid3, coloca a versão 3.0 do Firefox (teste realizado na plataforma Linux) com a marca de 72%, e a versão 3.5 do Firefox (também para Linux) atinge 93%.

Teste Acid3 no Opera 10.00 beta para Linux

Você pode fazer o teste Acid3 em seu navegador acessando: http://acid3.acidtests.org/

O Opera 10, a mais recente versão, ainda em fase beta, traz consigo uma série de novidades. Além de ser um navegador visualmente bem acabado e razoavelmente rápido, Possui recursos interessantes como o Opera Link, que sincroniza os dados do histórico de navegação, os marcadores, notas, entre outros, permitindo que essas informações estejam disponíveis em diferentes dispositivos. Assim, os marcadores ou favoritos definidos no navegador Opera do Desktop, estão disponíveis também no navegador Opera do seu celular e vice-versa. Temos também o Opera turbo, especialmente desenvolvido para tornar a navegação mais rápida em conexões lentas.

Um recurso, que merece destaque especial e, que o diferencia totalmente das versões anteriores é o Opera Unite, algo que nenhum outro navegador web possui até este momento.

O Opera Unite agrega ao navegador, serviços que dificilmente um usuário comum seria capaz de utilizar com a mesma facilidade que ele utiliza aqui.

Podemos dizer que o Opera Unite torna o seu computador, através do navegador web Opera, um servidor de internet, permitindo que informações possam ser acessadas por outras pessoas diretamente do seu computador.

Um servidor web podem ser criado em poucos cliques e de forma intuitiva, permitindo compartilhar páginas web, por exemplo, que estão em uma pasta em seu PC.

Através do Opera Unite, você pode compartilhar arquivos, pastas, fotos que estão em seu PC, sem a necessidade de envia-los para um site. Basta ativar o serviço e enviar o link para as pessoas que desejar.

Opera Unite - servidor web ativado

Todas estas funcionalidades podem ser ativadas ou desativadas por você, no momento que desejar.

Estes serviços ainda são instáveis, o que significa que talvez não funcionem adequadamente. Mas é importante lembrar que estão fase de desenvolvimento, ou seja, muitas correções serão necessárias até a finalização do produto.

Segue abaixo dois vídeos que ilustram bem como tudo funciona. O primeiro mostra o conceito do Opera Unite. O segundo, é um vídeo com instruções de como ativar e configurar esse recursos.




Resumidamente, o navegador Opera possui muito bom desempenho, ótimos recursos e funcionalidades. Mesmo em sua versão 10, ainda em fase beta, é relativamente estável. Porém, os recursos do Opera Unite, naturalmente, ainda não adquiriram sua maturidade necessária. Comparativamente, ele não possui uma gama de extensões tão grande quanto o Firefox. Mas isso não inviabiliza seu uso como navegador padrão.

Nem de longe seria verdade tacha-lo de produto de má qualidade. A preocupação constante dos desenvolvedores em manter a compatibilidade com os padrões W3C, por exemplo, é uma amostra do grau de comprometimento com a qualidade. O desenvolvimento de novas tecnologias, como os recursos do Opera Unite, também definem o envolvimento da equipe para entregar ao seus usuários uma nova experiência em navegação web.

No entanto, se o navegador Opera será algum dia tão popular quanto o nosso famoso Firefox, isso já é outra história.

Site oficial da Opera Software: http://www.opera.com/

domingo, 9 de agosto de 2009

World Community Grid - Contribua com o progresso da ciência

Na era das comunidades globais, das sociedades digitais, nada mais comum do que fazer parte de um ou vários grupos sociais que a web, através de suas aplicações, redes e comunidades online, tem a oferecer.

Podemos agora, fazer parte de grupos de pessoas com interesses comuns. O que é muito bom, pois agrega conhecimentos, consolida idéias, mostra novas perspectivas.

Mas quanto realmente nosso papel, como cidadãos do planeta e como integrantes de todas essas comunidades, é realmente relevante? O quê fazemos realmente importa?

Do ponto de vista social, as grandes questões da humanidade estão especialmente ligadas as soluções de problemas ligados a saúde, seja a cura do câncer através de pesquisas sobre o genoma humano, ou outras doenças como AIDS. Mas também através de modelos matemáticos para a previsão de grandes catástrofes climáticas como aquecimento global, terremotos, tsunamis. Ou projetos sobre eficiência energética.

Sobre esse aspecto, para uma grande maioria das redes socais, sua existência não tem a menor importância, na minha opinião. O que nós fazemos nada contribui para a melhoria e para a solução das questões que a comunidade global está submetida.

Talvez, muitos gostariam, de alguma forma, estar contribuindo mais e de uma maneira mais efetiva, na soluções destes problemas. Mais aí entra a questão. Como?

Você pode se perguntar então, de que forma - já que não sou um cientista, não sou médico, não entendo nada de física, química ou genética - como eu posso contribuir para novas descobertas científicas e talvez até para cura de várias doenças como o câncer e a AIDS?

A resposta é que você não precisa ser nada disso. Tudo de que precisa é de um computador conectado a internet.

É aí então, que entra o World Community Grid.

World Community Grid nada mais é do que um imenso número de computadores espalhados pelo mundo, interligados através de uma rede, para processar uma grande quantidade de informações necessárias aos estudos científicos relacionados a várias áreas de pesquisa.

Uma verdadeira "comunidade de computadores" que compartilham uma pequena parte do processamento, disponível no computador de cada usuário integrante desta comunidade, para auxiliar nas pesquisas científicas.

Neste caso, ao invés do usuário dedicar seu tempo a pesquisa - o que não seria muito produtivo para a maioria de nós mortais - ele estará deixando disponível o próprio computador para que os pesquisadores, de verdade, possam utiliza-lo na solução de problemas.

Cada computador interligado a esta rede, mesmo que contribuindo com uma pequena fração de tempo e processamento, acaba por fim, dando forma ao um tipo de super computador, muito mais poderoso que o mais poderoso dos super computadores já fabricado.

Para se ter uma idéia da capacidade de processamento que essa comunidade consegue fornecer aos pesquisadores, bastaria a seguinte comparação: Em certos tipos de pesquisas, o tempo necessário para se obter resultados com um único computador trabalhando, seria da ordem milhares de anos. Utilizando um super computador, o trabalho levaria centenas de anos.
A comunidade de computadores do World Community Grid porém, levaria apenas de alguns meses a alguns pares anos para chegar aos resultados.

Então, fica fácil imaginar que, quanto mais computadores ligados a esta rede, mais rápido, as pesquisas retornariam soluções.

Quando você se cadastra nesta comunidade - e baixa os programas necessários - você está na verdade doando o tempo disponível do seu computador, ou seja, o tempo em que ele permanece ocioso (melhor ainda, o tempo em que você não o está utilizando), para processar informações necessárias a um certo tipo de pesquisa.

Muitos usuários que fazem parte desta comunidade, afirmam que é imperceptível a perda de desempenho dos seus computadores após terem instalado o software para contribuir no World Community Grid.

Além disso, quem participa da comunidade pode escolher, quais áreas de pesquisa deseja contribuir. Também tem acesso aos progresso dos resultados das pesquisas.

O sistema é muito seguro. Você determina, após a instalação do software, quanto de processamento e memória deseja contribuir durante o tempo ocioso do seu computador.

É importante ressaltar que, sempre que você estiver usando o computador, o software do World Community Grid permanece em espera e não fará absolutamente nada até que o computador fique ocioso novamente. Isso significa que quem tem a prioridade sobre o uso e capacidade de processamento do computador continua sendo o próprio usuário - o dono. Logo, não é preciso se preocupar em perda de desempenho ou o computador ficar lento.

Podemos entender melhor como isso funciona, assim: Você está usando o computador, fazendo alguma atividade como lendo emails, navegando na internet, digitando textos, ouvido música, ou o que quer que seja. Neste caso, o World Community Grid não irá utilizar o seu computador.
No entanto, você resolveu dar uma pausa, tomar um cafezinho, e seu PC entrou no descanso de tela, por exemplo. Então, o sistema percebe que o computador está ocioso, e utiliza esse tempo para ajudar nas pequisas. Simples não?

No site, há informações a respeito de todas as pesquisas que estão em andamento. Atualmente, pesquisas sobre a cura da distrofia muscular (já na segunda fase da pesquisa), vacinas para o vírus da influenza, dengue, AIDS e outros vários.

Há também, pequisas que foram completadas, como a primeira fase da pesquisa sobre distrofia muscular, comparação dos genomas, etc...

Dados estatísticos com relação a quantos anos de processamento (se comparados a um único computador) a comunidade já forneceu, também estão disponíveis no site.

Cadastrar-se é muito simples e gratuito:
  • Acesse http://www.worldcommunitygrid.org/index.jsp e clique em Become a Bember. Ou, acesse o link http://www.worldcommunitygrid.org/reg/viewRegister.do
  • Entre com os dados solicitados como Nome de usuário, senha e email.
  • O próximo passo é selecionar quais projetos você gostaria de contribuir
  • E por fim, você deve baixar o software para que seu computador se conecte a rede do World Community Grid. O software está disponível para várias plataformas como Windows e Linux, por exemplo.
  • Ao executar o programa, será necessário entrar com o nome de usuário e a senha que foram cadastrados no site, anteriormente.
  • Você pode deixar o próprio software, analisar automaticamente (o que é recomendado) como ele irá trabalhar ou, se preferir você pode configurar os ajustes manualmente.
  • Você pode acessar sua conta sempre que quiser e, verificar o quanto já contribuiu.
Proto. Sempre que você estiver conectado a internet e seu computador estiver ocioso, você estará contribuindo para projetos de pesquisas científicas.

Se você  nunca contribuiu para pesquisas científicas por que não sabia como, agora é uma ótima oportunidade para fazer aquele descanso de tela do seu computador fazer valer alguma coisa :)

Mais informações: http://www.worldcommunitygrid.org/index.jsp

Creative Commons License
Esta obra de http://mebibyte.blogspot.com/ está licenciada sob os termos

sábado, 27 de junho de 2009

Fresadora CNC feita em casa

Uma das vantagens do software livre é a liberdade da experiência em si. Você tem uma idéia, agreda informação a ela, gera conhecimento e usa as ferramentas livres para tornar real a sua experiência.

Um exemplo disso é o EMC2, um software para controle de máquinas CNC (Comando Numérico Computadorizado). Ele foi desenvolvido com base em software livre. Com ele você é capaz de controlar sua máquina CNC feita em casa.

De maneira bem resumida, o sistema funciona assim: você cria um modelo da peça que deseja usinar usando um software de CAD. Então, exporta esse arquivo contendo o desenho da peça para o software EMC2. Essas informações são convertidas em coordenadas para a mesa de usinagem, que executa a tarefa de acordo com as instruções do programa e torna o modelo uma peça real.

É importante saber que não é necessário nenhum computador de última geração para controlar sua máquina. Aquele PC aposentado, que você não sabe o que fazer com ele, pode dar conta do trabalho sem grandes problemas.

No site LinuxCNC.org, há instruções para instalação do software em plataformas Linux através do código fonte, ou se preferir ele já vem instalado em uma distribuição baseada no Ubuntu que é fornecida e mantida pelo próprio desenvolvedor e pronto para usar. Com um pouco de criatividade e persistência é possível usar sua máquina CNC para usinar peças de praticamente qualquer formato.

A documentação do software é bastante completa. Se você possui algum conhecimento técnico nessa área, não terá dificuldades em configurar o sistema.

Segue abaixo um vídeo de uma fresadora CNC caseira em ação.



Você pode encontar mais informações em:

http://www.linuxcnc.org/
http://www.cncmania.com.br/site/

 

quarta-feira, 17 de junho de 2009

A história das coisas

Este tópico não tem muito a ver com o propósito principal deste blog. Ele não trata sobre tecnologia, nem sobre informática ou mesmo software livre. Ao menos não diretamente. Mas eu não poderia deixar de abrir espaço aqui para partilhar algo comum a todos nós.

As história das coisas - The Story of Stuff - é um filme disponível na internet e conta com uma grande popularidade na web. O pequeno vídeo de pouco mais de 21 minutos faz uma crítica sob o sistema capitalista e os efeitos do consumismo desmedido nas sociedades e no planeta.

Ele coloca de uma maneira muito clara e com uma linguagem bem acessível o grande erro da sociedade moderna - achar que nosso planeta é capaz de fornecer ao nosso sistema produtivo e ao nosso modo de vida todos os recursos que precisamos, indefinidade. Ele mostra como nós, consumidores, contribuímos para criar um sistema econômico totalmente insustentável, e as conseqüências desastrosas que isso tem causado à sociedade e ao planeta.

Da extração, produção até à distribuição, a cadeia produtiva afeta nossas vidas de uma maneira que poucos de nós percebemos. A histórias das coisas é um alerta, tenta nos dar um visão geral, tenta nos conscientizar a respeito do problema e de como novos conceitos como sustentabilidade e energia renovável, podem ajudar a mudar esse quadro lastimável causado por nós mesmos.

Segundo o site oficial, o vídeo já foi assistido por mais 6 milhões de pessoas. E para não dizer que este tópico do blog ficou totalmente fora de escopo, fico feliz em informar que A histórias das coisas é um filme disponível sob os termos da licença Creative Commons.

Bem, melhor do que tentar descrever-lo é assisti-lo. Eu recomendo.



Site oficial: http://www.storyofstuff.com/

domingo, 7 de junho de 2009

Menos populares, mas não menos interessantes!

Menu Aplicativos > Adicionar/Remover... pronto! Isso é tudo que um usuário do Ubuntu precisa fazer para ter acesso a milhares de aplicações disponíveis nos repositórios de umas das distribuições Linux mais usadas no mundo.

Para ajudar o usuário a se orientar nesse mar softwares, a janela para adicionar e remover aplicações, é bastante intuitiva. Além de poder fazer uma busca por contexto, ela permite filtrar as aplicações por categoria, por aplicativos mantidos ou suportados pela canonical, aplicativos de terceiros, código aberto, e também por popularidade.

Janela Adicionar/Remover Aplicações do Ubuntu


A classificação dos aplicativos por popularidade dá uma idéia do quão usado um determinado software é. Assim, se a popularidade do aplicativo recebe cinco estrelas, isso significa uma grande quantidade de usuário instala e utiliza tal software. Uma maneira interessante de medir a aceitação e a qualidade do aplicativo.

Mas a popularidade também indica algo mais óbvio, afinal os aplicativos mais populares são aqueles que atendem necessidades comuns a maior parte das pessoas. Não é de surpreender que programas para áudio, vídeo e edição de texto, por exemplo, sempre estarão entre os mais populares.

Também é natural que, quanto mais popular, mais atenção receberá dos usuários que procuram por aplicações mas não querem perder tempo testando qualquer software, preferindo a sugestão dada pela comunidade através da escala de popularidade.

Não é de admirar que a maior parte dos programas disponíveis para instalação acabam despercebidos pela maioria dos usuários.

Com um pouco de curiosidade e se aventurando numa busca nessa lista de aplicações, procurando pelos software menos populares, é possivel encontrar coisas bastante interessantes ou, no mínimo, curiosas. Aplicativos que realmente fogem do uso popular, porém não deixam a desejar naquilo a que se propõem.

Como seria impossível listar aqui todos os aplicativos com baixa popularidade que se encontram na lista de aplicações disponíveis, comentarei aqui apenas uma meia dúzia deles e entre os que possuem apenas uma ou duas estrelas de popularidade (uma estrela é a menor indicação de popularidade da escala).


Categoria Jogos
  • OpenBVE - Se você gostava de brincar de trenzinho quando criança, talvez ache este programa interessante. O OpenBVE é uma plataforma aberta para simulação de trens em 3D. O simulador, tem uma boa qualidade gráfica além de ser fácil de configurar. A idéia é que você tenha a experiência de controlar um trem, passando por várias estações, dentro de restrições de tempo, velocidade, e claro ser capaz de para-lo na posição correta em cada estação. Página oficial: http://openbve.trainsimcentral.co.uk/
OpenBVE - Simulador de trens


Categoria Gráficos

  • Luxrender - Luxrender é um software de renderização open-source. Ele tem como proposta simular o fluxo de luz no ambiente e refletidos pelos objetos utilizando equações físicas da luz, gerando então, imagens realísticas. Luxrender pode ser usado em várias plataformas, como Linux, Windows e Mac OSX. É facilmente integrado ao Blender, o que facilita a renderização diretamente do modelador 3D. Página oficial: http://www.luxrender.net/
Imagem renderizada pelo Luxrender

  • SOFA - Não. Não é software para projetos de sofas ( mas até que não seria má ideia ;) ). Este é um bom exemplo de porque um software pouco popular não é sinônimo de software ruim. Trata-se de um 'Framework' para simulação em tempo real com ênfase em simulação médica. Usado pela comunidade científica para ajudar na pesquisa por novos algorítimos e procedimentos cirúrgicos, ele permite criar simulações complexas combinando novos algorítimos com os já existentes no ambiente de simulação. É possível também alterar parâmetros de simulação como deformação, restrições de colisão, comportamento da superfície, entre outros. Página oficial: http://www.sofa-framework.org/home

SOFA - Simulação médica

  • Pencil - Ainda na categoria Gráficos podemos destacar, com duas estrelas de popularidade, o software Pencil, um aplicativo bastante específico para a animação 2D. Aqui, os cartunistas encontram um ambiente bastante interessante e bem intuitivo para dar vida as suas criações. Página oficial: http://www.pencil-animation.org/index.php?id=Home. Neste link para o YouTube, uma animação criada com o Pencil: http://www.youtube.com/watch?v=y0ZjGvez83g
Pencil - Software para animação 2D



Categoria Escritório

  • OmegaT - Diferente dos softwares de tradução automáticos, Omega-T não faz traduções, mas é uma ferramenta para os tradutores profissionais que auxilia, através de várias técnicas, o processo de tradução. Omega-T é feito em Java e, portanto multiplataforma.
    Dentre as principais características está a análise de correspondências imperfeita, propagação de correspondências, processamento simultâneo de projetos com múltiplos arquivos, acesso a formatos de arquivos de documentos: texto, HTML, OpenOffice.org/StarOffice, entre outros. Página oficial: http://www.omegat.org/br/omegat.html

Categoria Internet

  • BlogGTK - É um cliente de edição de blog feito para Gnome. É possivel gerenciar várias contas de diferentes webblogs, criar seus textos e transmití-los para seu webblog diretemente. Página oficial: http://blogtk.sourceforge.net/

Bem, a intenção deste texto não era apresentar os melhores aplicativos, muito menos os piores, mas mostrar que é possivel encontrar aplicações mais específicas e que talvez tenham um público alvo mais restrito. Esse programas podem ser encontrados nos repositório de distribuições Linux como o Ubuntu. Então, se você procura por algo um pouco fora do comum, é bem possível que encontre na lista dos menos populares, porém não menos interessantes.


segunda-feira, 25 de maio de 2009

Collision - Um filme aberto brasileiro

Se é intrigante imaginar artistas do ramo musical distribuindo suas obras gratuitamente, o que pensar de um filme criado sob os mesmos princípios?

Collision é o primeiro filme brasileiro em fase de criação a ser disponibilizado sob a licença Creative Commons.

Trata-se de um filme aberto, onde os materiais gerados no filme (arquivos, fontes, roteiros, etc.. ) estão disponíveis sob essa licença, permitindo a qualquer pessoa baixa-los, edita-los e redistribui-los sob os mesmos termos.


O filme de ficção científica, é um projeto que está sendo produzido com software livre, sob a plataforma Linux.

No site do projeto, algumas trilhas sonoras e scripts já estão disponíveis para download.

Também há detalhes sob os softwares utilizados para edição de vídeo, os equipamentos de captura, uma Super 8mm, e outras informações sobre o filme.

Segue abaixo um trecho retirado do site sobre o filme:

"Collision lida com os momentos sutis, rarefeitos, pouco antes de dois corpos se chocarem no espaço. Nos segundos infinitos antes da colisão acontecer, há o reconhecimento de algo que escapa à compreensão que cada corpo tem de si, quebrando toda segurança anterior. O resultado é a perda de estabilidade, o desejo de se rebentar violentamente ao experimentar a vertigem. Collision caminha por uma realidade apocalíptica construída por dois seres em sua própria intangibilidade."

Fonte: http://culturaebarbarie.org/collision/

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Jamendo, músicas livres e gratuitas

Já faz algum tempo que o modelo de negócios baseados em software livre têm inspirado outras mídias e outros ramos de negócios a mudarem conceitos ultrapassados sobre restrição de uso de seus produtos.

Um dos ramos mais afetados pela internet, o ramo musical, sofre as consequências de um modelo de negócios que não funciona mais na era da informação, tentando evitar que seu produto, a música, seja baixada de forma ilegal. Uma tarefa árdua e talvez, com poucas chances de sucesso.

No entanto, muitos artistas têm aderido a um conceito bastante interessante de distribuição de suas músicas, usando a licença Creative Commons.

O site Jamendo, é um exemplo dessa adesão dos artistas do ramo musical a este novo modelo.
O site possui um banco de dados onde os artistas disponibilizam suas músicas sob a licença Creative Commons.

Essa licença garante os direitos do artista sob o uso de suas músicas para fins comercias, mas também permite que suas músicas sejam baixadas e distribuídas gratuitamente para uso particular (uma forma do artista divulgar seu trabalho sem ficar preso aos contratos exclusividade das gravadoras).

Ou seja, você é encorajado a baixar as músicas do site, de forma legal e gratuita.

  


O site oferece uma boa gama de funcionalidades, um banco de dados bem estruturado, permitindo fazer buscas de músicas de várias formas.
Além disso, oferece também a possibilidade de comprar as músicas com licenças para uso comercial, seja ele para uso em sites ou até para uso em comercias de TV.

Mais informações sob os termos de uso podem ser encontradas no próprio site (http://www.jamendo.com/br/).